GUIA DE LEITURA E APLICAÇÃO
INTRODUÇÃO
O Coerência Integral pode ser empregado em trabalhos de investigação, descrição, comparação, explicação, medição, modelagem, demonstração, classificação, interpretação, tradução entre representações, decisão, intervenção, aprendizagem, comunicação e coordenação, entre outros.
A mesma estrutura formal pode ser empregada transversalmente entre diferentes domínios e escalas, sem exigir que aquilo que participa de uma observação conserve em outra o mesmo enquadramento, Função, Qualificação ou estatuto.
O fato de o sistema não exigir o isolamento prévio de entes, objetos, fatos, eventos, dados, substâncias, sujeitos, consciências, agentes ou sistemas não implica sua negação nem estabelece uma ontologia alternativa de relações.
As Funções são tratadas separadamente nas seções seguintes para orientar sua leitura e aplicação. Essa separação não estabelece uma sequência entre elas.
As orientações de cada seção devem ser lidas segundo os enunciados, definições e proposições do sistema.
ENUNCIADOS GERAIS EM APLICAÇÃO
Uma mesma Função pode ter diferentes Realizações numa observação sem deixar de exercer o mesmo papel formal.
Uma Realização não se identifica com aquilo que participa de seu exercício. Um mesmo participante pode tomar parte em diferentes Realizações, e uma mesma Realização pode envolver diferentes participantes.
Distinguir Realizações não exige isolá-las. Realizações distintas podem compartilhar aquilo que participa de seu exercício sem que suas Funções se confundam.
A permanência daquilo que participa de uma observação não implica, por si, permanência das Funções que exerce nem da Configuração em que participa.
Configuração não deve ser tomada como um recipiente ou contexto fixo no qual uma observação simplesmente se insere. Ela é o campo dinâmico de possibilidades de distinção no qual as observações se constituem.
Constituição não designa uma etapa da observação nem uma sequência de aplicação das Funções. A constituição de uma Função não antecipa, por si, a das demais (P4).
O que ocorre na Constituição de uma observação não corresponde, apenas por isso, a Registro, Análise, Vinculação ou Efetivação. Quando aspectos da própria Constituição são tomados na observação, porém, eles podem participar de Realizações dessas Funções.
Constituição e Qualificação não se confundem. Uma observação pode constituir-se sem ser Determinada, e sua Qualificação depende da aplicação de Domínio e Intervalo e do atendimento ou não do Critério.
IDENTIFICAÇÃO
1. I1 — RELAÇÃO
A pergunta de aplicação é:
O que está sendo observado entre estes Referenciais?
Em I1, a Relação pode ser formulada inicialmente de modo condensado e ser revista no curso da constituição da observação.
Enumerar Referenciais não basta para formular I1. Os mesmos Referenciais podem integrar observações de Relações diferentes, e a formulação da Relação pode ser refinada conforme novas distinções se constituem na observação.
Uma formulação como “A → B” não explicita, por si, a Relação observada. A seta pode corresponder a dependência, transformação, influência, sequência, transmissão, correlação ou outras Relações. A formulação precisa permitir reconhecer o que está sendo observado entre A e B.
2. I2 — REFERENCIAL
A pergunta de aplicação é:
Quais Referenciais enquadram esta Relação observada?
Em I2, devem ser explicitados os Referenciais cuja distinção é necessária para enquadrar a Relação observada. Uma Relação pode ser enquadrada por dois Referenciais sem que isso imponha binariedade à Relação.
Um Referencial só é identificável na Configuração em que se constitui (P2). Essa identificabilidade não exige que ele seja previamente isolado, decomposto em unidades menores ou descrito exaustivamente.
Como o que se toma por Relação ou Referencial é relativo à constituição da observação (P3), uma Relação já observada pode servir de Referencial a outra observação (P12).
Por isso, a formulação do Referencial em I2 precisa ser semanticamente autossuficiente na observação atual, ainda que sua proveniência em outra observação permaneça reconhecível.
DELIMITAÇÃO
3. D1 — DOMÍNIO
A pergunta de aplicação é:
Em que esta Relação pode ser observada?
Um nome disciplinar, um tema geral ou o cenário de um caso podem indicar o contexto sem, por isso, corresponder ao Domínio da observação.
A amplitude do Domínio deve corresponder ao que é necessário para que a Relação possa ser observada.
Para que o Domínio se aplique a uma observação, a Relação precisa poder ser observada nele. Um Domínio pode estar adequadamente formulado e, ainda assim, não se aplicar à observação em questão.
O Domínio pode ser um espaço físico, um procedimento, um sistema formal, um corpus textual, uma prática institucional ou uma execução operacional, entre outros.
4. D2 — INTERVALO
A pergunta de aplicação é:
Ao longo de que aspectos esta observação pode ser acompanhada?
O Intervalo não se restringe à forma temporal. Uma observação pode ser acompanhada ao longo de aspectos relativos a sequência, confronto, variação, dependência, trajetória, ciclo, ordem de acesso, caminho de busca, resolução, janela, horizonte ou conjunto de simulações, entre outros.
Para que o Intervalo se aplique a uma observação, ela precisa poder ser acompanhada ao longo dos aspectos indicados por sua formulação. Um Intervalo pode estar adequadamente formulado e, ainda assim, não se aplicar à observação em questão.
Na aplicação, pode ser necessário explicitar ao longo de que aspectos a observação é acompanhada, de que modo esse acompanhamento ocorre e por quais marcos ele pode ser reconhecido. Uma mesma observação pode ser acompanhada simultaneamente ao longo de aspectos distintos, como tempo, posição, execuções ou parâmetros. Instantes, etapas, versões, regiões ou ciclos podem funcionar como marcos desse acompanhamento.
Em alguns casos, o acompanhamento pode recair justamente sobre permanência ou recorrência.
Aquilo que é acompanhado pode ser acessado, reconstruído, apresentado ou executado em ordem diferente daquela em que ocorreu. A ordem de acesso ou apresentação não estabelece, por si, o Intervalo da observação.
O Intervalo pode ser discreto ou contínuo, finito ou aberto. Quando temporal, não se reduz à duração nem à cronologia, pois um mesmo período pode comportar formas distintas de acompanhamento.
5. D3 — CRITÉRIO
A pergunta de aplicação é:
Pelo que esta observação pode ser tida como suficiente?
O Critério pode assumir formas quantitativas, formais, interpretativas, procedimentais ou classificatórias, entre outras. Conforme sua formulação, seu atendimento pode ser rastreável, identificável, mensurável, verificável, localizável ou calculável.
A formulação do Critério precisa permitir distinguir seu atendimento de seu não atendimento. Em alguns casos, essa distinção decorre diretamente da própria formulação. Em outros, precisa ser estabelecida por corte, margem, tolerância, faixa, grau de correspondência ou combinação de mais de uma exigência.
Um Critério pode reunir exigências distintas sem que cada uma delas constitua, por isso, um Critério separado.
QUALIFICAÇÃO
6. Q1 — INAPLICÁVEL
A pergunta de aplicação é:
O que não se aplica a esta observação: o Domínio, o Intervalo ou ambos?
Q1 ocorre quando D1, D2 ou ambos não se aplicam à observação. Na aplicação, convém explicitar qual dessas situações ocorre.
Inaplicável não equivale à nulidade da observação nem da Relação (P6), e não ocupa posição necessária anterior a Indeterminado ou Determinado (P5).
A Qualificação de uma observação como Inaplicável e sua Consideração não se implicam necessariamente (P9).
7. Q2 — INDETERMINADO
A pergunta de aplicação é:
Quando Domínio e Intervalo se aplicam à observação, o Critério é atendido?
Q2 ocorre quando D1 e D2 se aplicam à observação, mas D3 não é atendido. Na aplicação, convém explicitar em que consiste o não atendimento do Critério.
Indeterminado não implica falha da observação nem da Relação (P7), e não ocupa posição necessária entre Inaplicável e Determinado (P5).
A Qualificação de uma observação como Indeterminado e sua Consideração não se implicam necessariamente (P9).
8. Q3 — DETERMINADO
A pergunta de aplicação é:
Quando Domínio e Intervalo se aplicam à observação, pelo que o Critério é atendido?
Q3 ocorre quando D1 e D2 se aplicam à observação e D3 é atendido. Na aplicação, convém explicitar em que consiste esse atendimento.
Determinado não é necessário a toda observação (P8) e não ocupa posição necessária posterior a Inaplicável ou Indeterminado (P5).
A Qualificação de uma observação como Determinado e sua Consideração não se implicam necessariamente (P9).
CONSIDERAÇÃO
Uma Função de Consideração pode ter diferentes Realizações numa mesma observação, compreendendo aspectos distintos dela. Registro, Análise, Vinculação e Efetivação podem realizar-se simultaneamente, sem constituir etapas necessárias umas das outras (P10).
9. C1 — REGISTRO
A pergunta de aplicação é:
Que aspectos desta observação são inscritos e de que modo?
O Registro pode compreender diferentes aspectos da observação em diferentes graus de agregação. Valores, ocorrências, diferenças, classificações, padrões, distribuições, formulações, estados, mudanças ou resultados podem ser inscritos de modos distintos, em séries, mapas, tabelas, regras, esquemas, atas, logs, versões, imagens ou outras formas.
Em um mapeamento temático, por exemplo, podem ser registradas categorias atribuídas a trechos, padrões de distribuição no corpus e as marcações pelas quais essa distribuição fica registrada. Em uma observação experimental, podem ser registradas medidas, séries de resultados ou estados ao longo das execuções. Quando a Relação é observada em maior grau de agregação, o Registro pode compreender expressões, regras, esquemas, classes ou padrões sem exigir sua decomposição em ocorrências elementares.
Realizações de Registro podem ocorrer simultaneamente às de Análise, Vinculação ou Efetivação (P10). O que é registrado pode também ser alterado a partir do que ocorre nessas Funções.
10. C2 — ANÁLISE
A pergunta de aplicação é:
Que aspectos desta observação são apreciados e de que modos?
Diferentes aspectos de uma observação podem ser apreciados de modos diferentes. Uma diferença pode ser apreciada como relevante ou trivial, um padrão como estável ou frágil, uma dependência como forte ou limitada, um resultado como esperado ou problemático. Interpretação, comparação e classificação podem participar dessa apreciação sem esgotá-la.
A Análise não consiste em apenas reafirmar a Relação observada. Se I1 estabelece uma diferença entre A e B, repetir que A e B diferem ainda não corresponde à apreciação dessa diferença.
Realizações de Análise podem ocorrer simultaneamente às de Registro, Vinculação ou Efetivação (P10). A Análise pode ser retomada a partir do que ocorre nessas Funções.
A Análise não se confunde com o Critério nem com a Qualificação. Uma observação pode atender ao Critério e ainda receber apreciações distintas quanto a relevância, estabilidade, fragilidade ou outras características.
11. C3 — VINCULAÇÃO
A pergunta de aplicação é:
Que aspectos desta observação são conectados a uma ação ou a outra observação?
Diferentes aspectos de uma observação podem ser conectados de modos distintos a ações ou a outras observações. Uma diferença pode ser vinculada a revisão, uma classificação a encaminhamento, uma ocorrência a acionamento e um resultado a outra observação, sem que tudo o que foi observado tenha de ser vinculado do mesmo modo.
Quando a Vinculação se dá com uma ação, isso não implica que essa ação seja efetivada. Uma recomendação, revisão, interrupção ou outro encaminhamento pode permanecer vinculado à observação sem que o efeito correspondente seja produzido.
Realizações de Vinculação podem ocorrer simultaneamente às de Registro ou Análise (P10). A Vinculação não pressupõe que essas Funções tenham sido concluídas anteriormente.
Uma mesma observação pode compreender diferentes Realizações de Vinculação, conectando aspectos distintos a ações distintas ou a outras observações.
12. C4 — EFETIVAÇÃO
A pergunta de aplicação é:
De que efeitos participam aspectos desta observação?
Diferentes aspectos de uma observação podem participar da produção de efeitos distintos. Uma classificação pode participar da alteração de um acesso, uma diferença identificada de uma mudança operacional, um resultado da modificação de uma distribuição e uma ocorrência da interrupção de um procedimento.
A Efetivação não se restringe à mudança. Manutenção, preservação, estabilização, continuidade, bloqueio ou restrição também podem constituir efeitos dos quais aspectos da observação participam.
Uma mesma observação pode participar da produção de efeitos em diferentes graus de agregação, juntamente com outras observações, ações, regras, processos ou ocorrências. Essa participação não implica que o efeito decorra exclusivamente da observação.
Realizações de Efetivação podem ocorrer simultaneamente às de Registro, Análise ou Vinculação (P10).
MODULAÇÃO
Na Divergência e na Convergência, diferença ou comum não precisam estar previamente constituídos como tais na observação que se desdobra (P11).
Distribuição e Concentração descrevem desdobramentos entre observações de diferentes graus de agregação, sem pressupor que menor e maior agregação correspondam necessariamente a partes e todos previamente constituídos.
13. M1 — DIVERGÊNCIA
A pergunta de aplicação é:
Que diferença se desdobra em outra observação?
A Divergência não exige que a diferença esteja previamente constituída como tal na observação que se desdobra (P11).
Na aplicação, a constituição dessa diferença não precisa restringir-se ao que já se encontra constituído nessa observação. Podem participar dessa constituição aspectos da própria observação, de outras observações ou de algo que não esteja constituído, por si, como Relação observada ou Referencial.
14. M2 — CONVERGÊNCIA
A pergunta de aplicação é:
Que comum se desdobra em outra observação?
A Convergência não exige que o comum esteja previamente constituído como tal na observação que se desdobra (P11).
Na aplicação, a constituição desse comum não precisa restringir-se ao que já se encontra constituído nessa observação. Podem participar dessa constituição aspectos da própria observação, de outras observações ou de algo que não esteja constituído, por si, como Relação observada ou Referencial.
15. M3 — DISTRIBUIÇÃO
A pergunta de aplicação é:
O que desta observação se desdobra, e como, em outra de menor agregação?
A menor agregação não exige que aquilo que passa a ser observado já estivesse constituído como parte do que era observado anteriormente.
Distribuição não implica reversibilidade nem correspondência necessária com uma Concentração.
16. M4 — CONCENTRAÇÃO
A pergunta de aplicação é:
O que desta observação se desdobra, e como, em outra de maior agregação?
A maior agregação não exige que aquilo que passa a ser observado corresponda à recomposição de um todo previamente constituído.
Concentração não implica reversibilidade nem correspondência necessária com uma Distribuição.
ARTICULAÇÃO ENTRE OBSERVAÇÕES
Observações podem articular-se de diferentes modos sem que essa articulação implique conservação do que nelas se constitui.
Uma Relação já observada pode servir de Referencial a outra observação (P12). Sua proveniência pode permanecer reconhecível sem que o modo pelo qual havia sido constituída anteriormente estabeleça seu papel na nova observação.
Vinculação entre observações, Modulação e constituição de uma Relação já observada como Referencial são ocorrências distintas. Elas podem ser múltiplas e simultâneas numa mesma observação (P13), sem que uma delas implique, por si, as demais.
A Qualificação de uma observação não implica, por si, a de outra (P14). Uma observação Inaplicável, Indeterminada ou Determinada pode participar de outra observação sem que esta receba, por isso, a mesma Qualificação.
Mais geralmente, aquilo que se constitui numa observação integra a Configuração sem que seu estatuto se estenda, por si, a outra observação (P15). Essa não extensão não impede que aquilo que foi constituído participe da constituição de outras observações.
READING AND APPLICATION GUIDE
INTRODUCTION
Integral Coherence may be employed in works of investigation, description, comparison, explanation, measurement, modeling, demonstration, classification, interpretation, translation between representations, decision, intervention, learning, communication, and coordination, among others.
The same formal structure may be employed transversally across different domains and scales, without requiring that what participates in one observation preserve in another the same framing, Function, Qualification, or status.
The fact that the system does not require the prior isolation of entities, objects, facts, events, data, substances, subjects, consciousnesses, agents, or systems does not imply their denial nor establish an alternative ontology of relations.
The Functions are treated separately in the following sections to guide their reading and application. This separation does not establish a sequence among them.
The orientations of each section should be read according to the general statements, definitions, and propositions of the system.
GENERAL STATEMENTS IN APPLICATION
The same Function may have different Realizations in an observation without ceasing to exercise the same formal role.
A Realization is not identified with what participates in its exercise. The same participant may take part in different Realizations, and the same Realization may involve different participants.
Distinguishing Realizations does not require isolating them. Distinct Realizations may share what participates in their exercise without their Functions being confused.
The permanence of what participates in an observation does not, by itself, imply permanence of the Functions it exercises nor of the Configuration in which it participates.
Configuration should not be taken as a container or fixed context in which an observation simply inserts itself. It is the dynamic field of possibilities of distinction in which observations are constituted.
Constitution does not designate a stage of observation nor a sequence of application of the Functions. The constitution of one Function does not, by itself, anticipate that of the others (P4).
What occurs in the Constitution of an observation does not correspond, merely for that reason, to Registration, Analysis, Vinculation, or Effectuation. When aspects of Constitution itself are taken in the observation, however, they may participate in Realizations of these Functions.
Constitution and Qualification are not to be confused. An observation may be constituted without being Determinate, and its Qualification depends on the application of Domain and Interval and on whether or not the Criterion is met.
IDENTIFICATION
1. I1 — RELATION
The application question is:
What is being observed between these Referentials?
In I1, the Relation may initially be formulated in condensed form and be revised in the course of the constitution of the observation.
Enumerating Referentials is not enough to formulate I1. The same Referentials may integrate observations of different Relations, and the formulation of the Relation may be refined as new distinctions are constituted in the observation.
A formulation such as “A → B” does not, by itself, make explicit the observed Relation. The arrow may correspond to dependence, transformation, influence, sequence, transmission, correlation, or other Relations. The formulation must make it possible to recognize what is being observed between A and B.
2. I2 — REFERENTIAL
The application question is:
Which Referentials frame this observed Relation?
In I2, the Referentials whose distinction is necessary to frame the observed Relation should be made explicit. A Relation may be framed by two Referentials without this imposing binarity on the Relation.
A Referential is identifiable only in the Configuration in which it is constituted (P2). This identifiability does not require that it be previously isolated, decomposed into smaller units, or exhaustively described.
Since what is taken as Relation or Referential is relative to the constitution of the observation (P3), a Relation already observed may serve as a Referential to another observation (P12).
For this reason, the formulation of the Referential in I2 must be semantically self-sufficient in the current observation, even if its provenance in another observation remains recognizable.
DELIMITATION
3. D1 — DOMAIN
The application question is:
In what may this Relation be observed?
A disciplinary name, a general theme, or the setting of a case may indicate the context without, for that reason, corresponding to the Domain of the observation.
The breadth of the Domain must correspond to what is necessary for the Relation to be observable.
For the Domain to apply to an observation, the Relation must be able to be observed in it. A Domain may be adequately formulated and, even so, not apply to the observation in question.
The Domain may be a physical space, a procedure, a formal system, a textual corpus, an institutional practice, or an operational execution, among others.
4. D2 — INTERVAL
The application question is:
Along what aspects may this observation be followed?
The Interval is not restricted to temporal form. An observation may be followed along aspects related to sequence, confrontation, variation, dependence, trajectory, cycle, order of access, search path, resolution, window, horizon, or set of simulations, among others.
For the Interval to apply to an observation, it must be possible to follow it along the aspects indicated by its formulation. An Interval may be adequately formulated and, even so, not apply to the observation in question.
In application, it may be necessary to make explicit along what aspects the observation is followed, in what manner this following occurs, and by what markers it may be recognized. The same observation may be followed simultaneously along distinct aspects, such as time, position, executions, or parameters. Instants, stages, versions, regions, or cycles may function as markers of this following.
In some cases, the following may fall precisely upon permanence or recurrence.
What is followed may be accessed, reconstructed, presented, or executed in an order different from that in which it occurred. The order of access or presentation does not, by itself, establish the Interval of the observation.
The Interval may be discrete or continuous, finite or open. When temporal, it is not reduced to duration nor to chronology, since the same period may encompass distinct forms of following.
5. D3 — CRITERION
The application question is:
By what may this observation be taken as sufficient?
The Criterion may assume quantitative, formal, interpretive, procedural, or classificatory forms, among others. According to its formulation, its fulfillment may be traceable, identifiable, measurable, verifiable, locatable, or calculable.
The formulation of the Criterion must make it possible to distinguish its fulfillment from its non-fulfillment. In some cases, this distinction follows directly from the formulation itself. In others, it must be established by cutoff, margin, tolerance, range, degree of correspondence, or combination of more than one requirement.
A Criterion may gather distinct requirements without each of them thereby constituting a separate Criterion.
QUALIFICATION
6. Q1 — INAPPLICABLE
The application question is:
What does not apply to this observation: the Domain, the Interval, or both?
Q1 occurs when D1, D2, or both do not apply to the observation. In application, it is useful to make explicit which of these situations occurs.
Inapplicable is not equivalent to the nullity of the observation nor of the Relation (P6), and does not occupy a necessary position prior to Indeterminate or Determinate (P5).
The Qualification of an observation as Inapplicable and its Consideration do not necessarily imply one another (P9).
7. Q2 — INDETERMINATE
The application question is:
When Domain and Interval apply to the observation, is the Criterion met?
Q2 occurs when D1 and D2 apply to the observation, but D3 is not met. In application, it is useful to make explicit in what the non-fulfillment of the Criterion consists.
Indeterminate does not imply failure of the observation nor of the Relation (P7), and does not occupy a necessary position between Inapplicable and Determinate (P5).
The Qualification of an observation as Indeterminate and its Consideration do not necessarily imply one another (P9).
8. Q3 — DETERMINATE
The application question is:
When Domain and Interval apply to the observation, by what is the Criterion met?
Q3 occurs when D1 and D2 apply to the observation and D3 is met. In application, it is useful to make explicit in what this fulfillment consists.
Determinate is not necessary to every observation (P8) and does not occupy a necessary position posterior to Inapplicable or Indeterminate (P5).
The Qualification of an observation as Determinate and its Consideration do not necessarily imply one another (P9).
CONSIDERATION
A Function of Consideration may have different Realizations in the same observation, comprising distinct aspects of it. Registration, Analysis, Vinculation, and Effectuation may be realized simultaneously, without constituting necessary stages of one another (P10).
9. C1 — REGISTRATION
The application question is:
What aspects of this observation are inscribed, and in what manner?
Registration may comprise different aspects of the observation at different degrees of aggregation. Values, occurrences, differences, classifications, patterns, distributions, formulations, states, changes, or results may be inscribed in distinct manners, in series, maps, tables, rules, schemes, minutes, logs, versions, images, or other forms.
In thematic mapping, for example, categories assigned to passages, patterns of distribution in the corpus, and the markings through which that distribution is registered may be registered. In an experimental observation, measurements, series of results, or states along executions may be registered. When the Relation is observed at a greater degree of aggregation, Registration may comprise expressions, rules, schemes, classes, or patterns without requiring their decomposition into elementary occurrences.
Realizations of Registration may occur simultaneously with those of Analysis, Vinculation, or Effectuation (P10). What is registered may also be altered from what occurs in these Functions.
10. C2 — ANALYSIS
The application question is:
What aspects of this observation are appraised, and in what manners?
Different aspects of an observation may be appraised in different manners. A difference may be appraised as relevant or trivial, a pattern as stable or fragile, a dependence as strong or limited, a result as expected or problematic. Interpretation, comparison, and classification may participate in this appraisal without exhausting it.
Analysis does not consist in merely restating the observed Relation. If I1 establishes a difference between A and B, repeating that A and B differ does not yet correspond to the appraisal of that difference.
Realizations of Analysis may occur simultaneously with those of Registration, Vinculation, or Effectuation (P10). Analysis may be resumed from what occurs in these Functions.
Analysis is not to be confused with the Criterion nor with Qualification. An observation may meet the Criterion and still receive distinct appraisals regarding relevance, stability, fragility, or other characteristics.
11. C3 — VINCULATION
The application question is:
What aspects of this observation are connected to an action or to another observation?
Different aspects of an observation may be connected in distinct manners to actions or to other observations. A difference may be vinculated to revision, a classification to referral, an occurrence to triggering, and a result to another observation, without everything observed having to be vinculated in the same manner.
When Vinculation occurs with an action, this does not imply that the action is effected. A recommendation, revision, interruption, or other referral may remain vinculated to the observation without the corresponding effect being produced.
Realizations of Vinculation may occur simultaneously with those of Registration or Analysis (P10). Vinculation does not presuppose that these Functions have been completed beforehand.
The same observation may comprise different Realizations of Vinculation, connecting distinct aspects to distinct actions or to other observations.
12. C4 — EFFECTUATION
The application question is:
In what effects do aspects of this observation participate?
Different aspects of an observation may participate in the production of distinct effects. A classification may participate in the alteration of an access, an identified difference in an operational change, a result in the modification of a distribution, and an occurrence in the interruption of a procedure.
Effectuation is not restricted to change. Maintenance, preservation, stabilization, continuity, blocking, or restriction may also constitute effects in whose production aspects of the observation participate.
The same observation may participate in the production of effects at different degrees of aggregation, together with other observations, actions, rules, processes, or occurrences. This participation does not imply that the effect follows exclusively from the observation.
Realizations of Effectuation may occur simultaneously with those of Registration, Analysis, or Vinculation (P10).
MODULATION
In Divergence and Convergence, difference or common need not be previously constituted as such in the observation that unfolds (P11).
Distribution and Concentration describe unfoldings between observations of different degrees of aggregation, without presupposing that lesser and greater aggregation necessarily correspond to previously constituted parts and wholes.
13. M1 — DIVERGENCE
The application question is:
What difference unfolds into another observation?
Divergence does not require that the difference be previously constituted as such in the observation that unfolds (P11).
In application, the constitution of this difference need not be restricted to what is already constituted in this observation. Aspects of the observation itself, of other observations, or of something that is not, by itself, constituted as an observed Relation or Referential may participate in this constitution.
14. M2 — CONVERGENCE
The application question is:
What common unfolds into another observation?
Convergence does not require that the common be previously constituted as such in the observation that unfolds (P11).
In application, the constitution of this common need not be restricted to what is already constituted in this observation. Aspects of the observation itself, of other observations, or of something that is not, by itself, constituted as an observed Relation or Referential may participate in this constitution.
15. M3 — DISTRIBUTION
The application question is:
What from this observation unfolds, and how, into another of lesser aggregation?
Lesser aggregation does not require that what comes to be observed had already been constituted as part of what was observed previously.
Distribution does not imply reversibility nor necessary correspondence with a Concentration.
16. M4 — CONCENTRATION
The application question is:
What from this observation unfolds, and how, into another of greater aggregation?
Greater aggregation does not require that what comes to be observed correspond to the recomposition of a previously constituted whole.
Concentration does not imply reversibility nor necessary correspondence with a Distribution.
ARTICULATION BETWEEN OBSERVATIONS
Observations may be articulated in different manners without this articulation implying preservation of what is constituted in them.
A Relation already observed may serve as a Referential to another observation (P12). Its provenance may remain recognizable without the manner in which it had previously been constituted establishing its role in the new observation.
Vinculation between observations, Modulation, and the constitution of an already observed Relation as a Referential are distinct occurrences. They may be multiple and simultaneous in the same observation (P13), without any one of them implying, by itself, the others.
The Qualification of one observation does not, by itself, imply that of another (P14). An Inapplicable, Indeterminate, or Determinate observation may participate in another observation without the latter thereby receiving the same Qualification.
More generally, what is constituted in one observation integrates the Configuration without its status extending, by itself, to another observation (P15). This non-extension does not prevent what has been constituted from participating in the constitution of other observations.