COERÊNCIA INTEGRAL

INTEGRAL COHERENCE

Sistema relacional geral

General Relational System

Este sistema parte da observação de uma relação entre referenciais.

Essa escolha não requer que entes, objetos, fatos, eventos, dados, substâncias, sujeitos, consciências, agentes ou sistemas estejam previamente isolados, nem que uma relação esteja dada antes de seu enquadramento. Também não pressupõe que a observação dependa previamente de observador, sujeito ou objeto.

As definições designam funções da observação, não fundamentos nem categorias, e sua ordem de apresentação não estabelece uma sequência da constituição da observação. A aplicação do sistema se dá segundo os seguintes enunciados gerais.

This system takes as its point of departure the observation of a relation between referentials.

This choice does not require entities, objects, facts, events, data, substances, subjects, consciousnesses, agents, or systems to be previously isolated, nor a relation to be given before its framing. Nor does it presuppose that observation depend beforehand on observer, subject, or object.

The definitions designate functions of observation, not foundations or categories, and their order of presentation does not establish a sequence of the constitution of observation. The application of the system takes place according to the following general statements.

Enunciados Gerais
General Statements
E1Função é um papel numa observação.Function is a role in an observation.
E2Realização é o exercício de uma função.Realization is the exercise of a function.
E3Constituição é o processo pelo qual uma observação e suas funções se estabilizam relativamente à configuração.Constitution is the process by which an observation and its functions stabilize relative to the configuration.
E4Configuração é o campo dinâmico de possibilidades de distinção no qual as observações se constituem.Configuration is the dynamic field of possibilities of distinction in which observations are constituted.
Identificação
Identification
I1Relação é o que se observa entre referenciais.Relation is what is observed between referentials.
I2Referencial é o que enquadra uma relação observada.Referential is that which frames an observed relation.
Delimitação
Delimitation
D1Domínio é em que uma relação pode ser observada.Domain is that within which a relation may be observed.
D2Intervalo é ao longo de que aspectos uma observação pode ser acompanhada.Interval is along what aspects an observation may be followed.
D3Critério é pelo que uma observação pode ser tida como suficiente.Criterion is that by which an observation may be taken as sufficient.
Qualificação
Qualification
Q1Inaplicável é quando domínio ou intervalo não se aplicam a uma observação.Inapplicable is when domain or interval do not apply to an observation.
Q2Indeterminado é quando domínio e intervalo se aplicam a uma observação que não atende a um critério.Indeterminate is when domain and interval apply to an observation that does not meet a criterion.
Q3Determinado é quando domínio e intervalo se aplicam a uma observação que atende a um critério.Determinate is when domain and interval apply to an observation that meets a criterion.
Consideração
Consideration
C1Registro é a inscrição de aspectos de uma observação.Registration is the inscription of aspects of an observation.
C2Análise é a apreciação de aspectos de uma observação.Analysis is the appraisal of aspects of an observation.
C3Vinculação é a conexão de aspectos de uma observação a uma ação ou a outra observação.Vinculation is the connection of aspects of an observation to an action or to another observation.
C4Efetivação é a participação de aspectos de uma observação na produção de efeitos.Effectuation is the participation of aspects of an observation in the production of effects.
Modulação
Modulation
M1Divergência é quando uma diferença se desdobra em outra observação.Divergence is when a difference unfolds into another observation.
M2Convergência é quando um comum se desdobra em outra observação.Convergence is when a common unfolds into another observation.
M3Distribuição é quando uma observação se desdobra em outra de menor agregação.Distribution is when an observation unfolds into another of lesser aggregation.
M4Concentração é quando uma observação se desdobra em outra de maior agregação.Concentration is when an observation unfolds into another of greater aggregation.
Proposições
Propositions
P1Uma observação de uma relação se dá entre referenciais, voltada a um domínio e a um intervalo.An observation of a relation occurs between referentials, directed toward a domain and toward an interval.
P2Um referencial só é identificável na configuração em que se constitui.A referential is identifiable only in the configuration in which it is constituted.
P3O que se toma por relação ou referencial é relativo à constituição da observação.What is taken as a relation or referential is relative to the constitution of the observation.
P4A constituição de uma função não antecipa, por si, a das demais.The constitution of one function does not, by itself, anticipate that of the others.
P5Entre inaplicável, indeterminado e determinado não há sequência necessária.Between inapplicable, indeterminate, and determinate, there is no necessary sequence.
P6Inaplicável não equivale à nulidade da observação nem da relação.Inapplicable is not equivalent to the nullity of the observation nor of the relation.
P7Indeterminado não implica falha da observação nem da relação.Indeterminate does not imply failure of the observation nor of the relation.
P8Determinado não é necessário a toda observação.Determinate is not necessary to every observation.
P9Qualificação e consideração de uma observação não se implicam necessariamente.Qualification and consideration of an observation do not necessarily imply one another.
P10Entre registro, análise, vinculação e efetivação não há sequência necessária nem impossibilidade de ocorrência simultânea.Between registration, analysis, vinculation, and effectuation, there is neither a necessary sequence nor any impossibility of simultaneous occurrence.
P11Divergência e convergência não exigem que diferença ou comum estejam previamente constituídos como tais na observação que se desdobra.Divergence and convergence do not require the difference or the common to be previously constituted as such in the observation that unfolds.
P12Uma relação já observada pode servir de referencial a outra observação.A relation already observed may serve as a referential for another observation.
P13Vinculação entre observações, modulação e constituição de relação já observada como referencial podem ser múltiplas e simultâneas numa mesma observação.Vinculation between observations, modulation, and the constitution of an already observed relation as a referential may be multiple and simultaneous within the same observation.
P14A qualificação de uma observação não implica, por si, a de outra.The qualification of one observation does not, by itself, imply that of another.
P15O que se constitui numa observação integra a configuração sem que seu estatuto se estenda, por si, a outra observação.What is constituted in one observation integrates the configuration without its status extending, by itself, to another observation.
GUIA DE LEITURA E APLICAÇÃO
INTRODUÇÃO
O Coerência Integral pode ser empregado em trabalhos de investigação, descrição, comparação, explicação, medição, modelagem, demonstração, classificação, interpretação, tradução entre representações, decisão, intervenção, aprendizagem, comunicação e coordenação, entre outros.
A mesma estrutura formal pode ser empregada transversalmente entre diferentes domínios e escalas, sem exigir que aquilo que participa de uma observação conserve em outra o mesmo enquadramento, Função, Qualificação ou estatuto.
O fato de o sistema não exigir o isolamento prévio de entes, objetos, fatos, eventos, dados, substâncias, sujeitos, consciências, agentes ou sistemas não implica sua negação nem estabelece uma ontologia alternativa de relações.
As Funções são tratadas separadamente nas seções seguintes para orientar sua leitura e aplicação. Essa separação não estabelece uma sequência entre elas.
As orientações de cada seção devem ser lidas segundo os enunciados, definições e proposições do sistema.
ENUNCIADOS GERAIS EM APLICAÇÃO
Uma mesma Função pode ter diferentes Realizações numa observação sem deixar de exercer o mesmo papel formal.
Uma Realização não se identifica com aquilo que participa de seu exercício. Um mesmo participante pode tomar parte em diferentes Realizações, e uma mesma Realização pode envolver diferentes participantes.
Distinguir Realizações não exige isolá-las. Realizações distintas podem compartilhar aquilo que participa de seu exercício sem que suas Funções se confundam.
A permanência daquilo que participa de uma observação não implica, por si, permanência das Funções que exerce nem da Configuração em que participa.
Configuração não deve ser tomada como um recipiente ou contexto fixo no qual uma observação simplesmente se insere. Ela é o campo dinâmico de possibilidades de distinção no qual as observações se constituem.
Constituição não designa uma etapa da observação nem uma sequência de aplicação das Funções. A constituição de uma Função não antecipa, por si, a das demais (P4).
O que ocorre na Constituição de uma observação não corresponde, apenas por isso, a Registro, Análise, Vinculação ou Efetivação. Quando aspectos da própria Constituição são tomados na observação, porém, eles podem participar de Realizações dessas Funções.
Constituição e Qualificação não se confundem. Uma observação pode constituir-se sem ser Determinada, e sua Qualificação depende da aplicação de Domínio e Intervalo e do atendimento ou não do Critério.
IDENTIFICAÇÃO
1. I1 — RELAÇÃO
A pergunta de aplicação é:
O que está sendo observado entre estes Referenciais?
Em I1, a Relação pode ser formulada inicialmente de modo condensado e ser revista no curso da constituição da observação.
Enumerar Referenciais não basta para formular I1. Os mesmos Referenciais podem integrar observações de Relações diferentes, e a formulação da Relação pode ser refinada conforme novas distinções se constituem na observação.
Uma formulação como “A → B” não explicita, por si, a Relação observada. A seta pode corresponder a dependência, transformação, influência, sequência, transmissão, correlação ou outras Relações. A formulação precisa permitir reconhecer o que está sendo observado entre A e B.
2. I2 — REFERENCIAL
A pergunta de aplicação é:
Quais Referenciais enquadram esta Relação observada?
Em I2, devem ser explicitados os Referenciais cuja distinção é necessária para enquadrar a Relação observada. Uma Relação pode ser enquadrada por dois Referenciais sem que isso imponha binariedade à Relação.
Um Referencial só é identificável na Configuração em que se constitui (P2). Essa identificabilidade não exige que ele seja previamente isolado, decomposto em unidades menores ou descrito exaustivamente.
Como o que se toma por Relação ou Referencial é relativo à constituição da observação (P3), uma Relação já observada pode servir de Referencial a outra observação (P12).
Por isso, a formulação do Referencial em I2 precisa ser semanticamente autossuficiente na observação atual, ainda que sua proveniência em outra observação permaneça reconhecível.
DELIMITAÇÃO
3. D1 — DOMÍNIO
A pergunta de aplicação é:
Em que esta Relação pode ser observada?
Um nome disciplinar, um tema geral ou o cenário de um caso podem indicar o contexto sem, por isso, corresponder ao Domínio da observação.
A amplitude do Domínio deve corresponder ao que é necessário para que a Relação possa ser observada.
Para que o Domínio se aplique a uma observação, a Relação precisa poder ser observada nele. Um Domínio pode estar adequadamente formulado e, ainda assim, não se aplicar à observação em questão.
O Domínio pode ser um espaço físico, um procedimento, um sistema formal, um corpus textual, uma prática institucional ou uma execução operacional, entre outros.
4. D2 — INTERVALO
A pergunta de aplicação é:
Ao longo de que aspectos esta observação pode ser acompanhada?
O Intervalo não se restringe à forma temporal. Uma observação pode ser acompanhada ao longo de aspectos relativos a sequência, confronto, variação, dependência, trajetória, ciclo, ordem de acesso, caminho de busca, resolução, janela, horizonte ou conjunto de simulações, entre outros.
Para que o Intervalo se aplique a uma observação, ela precisa poder ser acompanhada ao longo dos aspectos indicados por sua formulação. Um Intervalo pode estar adequadamente formulado e, ainda assim, não se aplicar à observação em questão.
Na aplicação, pode ser necessário explicitar ao longo de que aspectos a observação é acompanhada, de que modo esse acompanhamento ocorre e por quais marcos ele pode ser reconhecido. Uma mesma observação pode ser acompanhada simultaneamente ao longo de aspectos distintos, como tempo, posição, execuções ou parâmetros. Instantes, etapas, versões, regiões ou ciclos podem funcionar como marcos desse acompanhamento.
Em alguns casos, o acompanhamento pode recair justamente sobre permanência ou recorrência.
Aquilo que é acompanhado pode ser acessado, reconstruído, apresentado ou executado em ordem diferente daquela em que ocorreu. A ordem de acesso ou apresentação não estabelece, por si, o Intervalo da observação.
O Intervalo pode ser discreto ou contínuo, finito ou aberto. Quando temporal, não se reduz à duração nem à cronologia, pois um mesmo período pode comportar formas distintas de acompanhamento.
5. D3 — CRITÉRIO
A pergunta de aplicação é:
Pelo que esta observação pode ser tida como suficiente?
O Critério pode assumir formas quantitativas, formais, interpretativas, procedimentais ou classificatórias, entre outras. Conforme sua formulação, seu atendimento pode ser rastreável, identificável, mensurável, verificável, localizável ou calculável.
A formulação do Critério precisa permitir distinguir seu atendimento de seu não atendimento. Em alguns casos, essa distinção decorre diretamente da própria formulação. Em outros, precisa ser estabelecida por corte, margem, tolerância, faixa, grau de correspondência ou combinação de mais de uma exigência.
Um Critério pode reunir exigências distintas sem que cada uma delas constitua, por isso, um Critério separado.
QUALIFICAÇÃO
6. Q1 — INAPLICÁVEL
A pergunta de aplicação é:
O que não se aplica a esta observação: o Domínio, o Intervalo ou ambos?
Q1 ocorre quando D1, D2 ou ambos não se aplicam à observação. Na aplicação, convém explicitar qual dessas situações ocorre.
Inaplicável não equivale à nulidade da observação nem da Relação (P6), e não ocupa posição necessária anterior a Indeterminado ou Determinado (P5).
A Qualificação de uma observação como Inaplicável e sua Consideração não se implicam necessariamente (P9).
7. Q2 — INDETERMINADO
A pergunta de aplicação é:
Quando Domínio e Intervalo se aplicam à observação, o Critério é atendido?
Q2 ocorre quando D1 e D2 se aplicam à observação, mas D3 não é atendido. Na aplicação, convém explicitar em que consiste o não atendimento do Critério.
Indeterminado não implica falha da observação nem da Relação (P7), e não ocupa posição necessária entre Inaplicável e Determinado (P5).
A Qualificação de uma observação como Indeterminado e sua Consideração não se implicam necessariamente (P9).
8. Q3 — DETERMINADO
A pergunta de aplicação é:
Quando Domínio e Intervalo se aplicam à observação, pelo que o Critério é atendido?
Q3 ocorre quando D1 e D2 se aplicam à observação e D3 é atendido. Na aplicação, convém explicitar em que consiste esse atendimento.
Determinado não é necessário a toda observação (P8) e não ocupa posição necessária posterior a Inaplicável ou Indeterminado (P5).
A Qualificação de uma observação como Determinado e sua Consideração não se implicam necessariamente (P9).
CONSIDERAÇÃO
Uma Função de Consideração pode ter diferentes Realizações numa mesma observação, compreendendo aspectos distintos dela. Registro, Análise, Vinculação e Efetivação podem realizar-se simultaneamente, sem constituir etapas necessárias umas das outras (P10).
9. C1 — REGISTRO
A pergunta de aplicação é:
Que aspectos desta observação são inscritos e de que modo?
O Registro pode compreender diferentes aspectos da observação em diferentes graus de agregação. Valores, ocorrências, diferenças, classificações, padrões, distribuições, formulações, estados, mudanças ou resultados podem ser inscritos de modos distintos, em séries, mapas, tabelas, regras, esquemas, atas, logs, versões, imagens ou outras formas.
Em um mapeamento temático, por exemplo, podem ser registradas categorias atribuídas a trechos, padrões de distribuição no corpus e as marcações pelas quais essa distribuição fica registrada. Em uma observação experimental, podem ser registradas medidas, séries de resultados ou estados ao longo das execuções. Quando a Relação é observada em maior grau de agregação, o Registro pode compreender expressões, regras, esquemas, classes ou padrões sem exigir sua decomposição em ocorrências elementares.
Realizações de Registro podem ocorrer simultaneamente às de Análise, Vinculação ou Efetivação (P10). O que é registrado pode também ser alterado a partir do que ocorre nessas Funções.
10. C2 — ANÁLISE
A pergunta de aplicação é:
Que aspectos desta observação são apreciados e de que modos?
Diferentes aspectos de uma observação podem ser apreciados de modos diferentes. Uma diferença pode ser apreciada como relevante ou trivial, um padrão como estável ou frágil, uma dependência como forte ou limitada, um resultado como esperado ou problemático. Interpretação, comparação e classificação podem participar dessa apreciação sem esgotá-la.
A Análise não consiste em apenas reafirmar a Relação observada. Se I1 estabelece uma diferença entre A e B, repetir que A e B diferem ainda não corresponde à apreciação dessa diferença.
Realizações de Análise podem ocorrer simultaneamente às de Registro, Vinculação ou Efetivação (P10). A Análise pode ser retomada a partir do que ocorre nessas Funções.
A Análise não se confunde com o Critério nem com a Qualificação. Uma observação pode atender ao Critério e ainda receber apreciações distintas quanto a relevância, estabilidade, fragilidade ou outras características.
11. C3 — VINCULAÇÃO
A pergunta de aplicação é:
Que aspectos desta observação são conectados a uma ação ou a outra observação?
Diferentes aspectos de uma observação podem ser conectados de modos distintos a ações ou a outras observações. Uma diferença pode ser vinculada a revisão, uma classificação a encaminhamento, uma ocorrência a acionamento e um resultado a outra observação, sem que tudo o que foi observado tenha de ser vinculado do mesmo modo.
Quando a Vinculação se dá com uma ação, isso não implica que essa ação seja efetivada. Uma recomendação, revisão, interrupção ou outro encaminhamento pode permanecer vinculado à observação sem que o efeito correspondente seja produzido.
Realizações de Vinculação podem ocorrer simultaneamente às de Registro ou Análise (P10). A Vinculação não pressupõe que essas Funções tenham sido concluídas anteriormente.
Uma mesma observação pode compreender diferentes Realizações de Vinculação, conectando aspectos distintos a ações distintas ou a outras observações.
12. C4 — EFETIVAÇÃO
A pergunta de aplicação é:
De que efeitos participam aspectos desta observação?
Diferentes aspectos de uma observação podem participar da produção de efeitos distintos. Uma classificação pode participar da alteração de um acesso, uma diferença identificada de uma mudança operacional, um resultado da modificação de uma distribuição e uma ocorrência da interrupção de um procedimento.
A Efetivação não se restringe à mudança. Manutenção, preservação, estabilização, continuidade, bloqueio ou restrição também podem constituir efeitos dos quais aspectos da observação participam.
Uma mesma observação pode participar da produção de efeitos em diferentes graus de agregação, juntamente com outras observações, ações, regras, processos ou ocorrências. Essa participação não implica que o efeito decorra exclusivamente da observação.
Realizações de Efetivação podem ocorrer simultaneamente às de Registro, Análise ou Vinculação (P10).
MODULAÇÃO
Na Divergência e na Convergência, diferença ou comum não precisam estar previamente constituídos como tais na observação que se desdobra (P11).
Distribuição e Concentração descrevem desdobramentos entre observações de diferentes graus de agregação, sem pressupor que menor e maior agregação correspondam necessariamente a partes e todos previamente constituídos.
13. M1 — DIVERGÊNCIA
A pergunta de aplicação é:
Que diferença se desdobra em outra observação?
A Divergência não exige que a diferença esteja previamente constituída como tal na observação que se desdobra (P11).
Na aplicação, a constituição dessa diferença não precisa restringir-se ao que já se encontra constituído nessa observação. Podem participar dessa constituição aspectos da própria observação, de outras observações ou de algo que não esteja constituído, por si, como Relação observada ou Referencial.
14. M2 — CONVERGÊNCIA
A pergunta de aplicação é:
Que comum se desdobra em outra observação?
A Convergência não exige que o comum esteja previamente constituído como tal na observação que se desdobra (P11).
Na aplicação, a constituição desse comum não precisa restringir-se ao que já se encontra constituído nessa observação. Podem participar dessa constituição aspectos da própria observação, de outras observações ou de algo que não esteja constituído, por si, como Relação observada ou Referencial.
15. M3 — DISTRIBUIÇÃO
A pergunta de aplicação é:
O que desta observação se desdobra, e como, em outra de menor agregação?
A menor agregação não exige que aquilo que passa a ser observado já estivesse constituído como parte do que era observado anteriormente.
Distribuição não implica reversibilidade nem correspondência necessária com uma Concentração.
16. M4 — CONCENTRAÇÃO
A pergunta de aplicação é:
O que desta observação se desdobra, e como, em outra de maior agregação?
A maior agregação não exige que aquilo que passa a ser observado corresponda à recomposição de um todo previamente constituído.
Concentração não implica reversibilidade nem correspondência necessária com uma Distribuição.
ARTICULAÇÃO ENTRE OBSERVAÇÕES
Observações podem articular-se de diferentes modos sem que essa articulação implique conservação do que nelas se constitui.
Uma Relação já observada pode servir de Referencial a outra observação (P12). Sua proveniência pode permanecer reconhecível sem que o modo pelo qual havia sido constituída anteriormente estabeleça seu papel na nova observação.
Vinculação entre observações, Modulação e constituição de uma Relação já observada como Referencial são ocorrências distintas. Elas podem ser múltiplas e simultâneas numa mesma observação (P13), sem que uma delas implique, por si, as demais.
A Qualificação de uma observação não implica, por si, a de outra (P14). Uma observação Inaplicável, Indeterminada ou Determinada pode participar de outra observação sem que esta receba, por isso, a mesma Qualificação.
Mais geralmente, aquilo que se constitui numa observação integra a Configuração sem que seu estatuto se estenda, por si, a outra observação (P15). Essa não extensão não impede que aquilo que foi constituído participe da constituição de outras observações.
READING AND APPLICATION GUIDE
INTRODUCTION
Integral Coherence may be employed in works of investigation, description, comparison, explanation, measurement, modeling, demonstration, classification, interpretation, translation between representations, decision, intervention, learning, communication, and coordination, among others.
The same formal structure may be employed transversally across different domains and scales, without requiring that what participates in one observation preserve in another the same framing, Function, Qualification, or status.
The fact that the system does not require the prior isolation of entities, objects, facts, events, data, substances, subjects, consciousnesses, agents, or systems does not imply their denial nor establish an alternative ontology of relations.
The Functions are treated separately in the following sections to guide their reading and application. This separation does not establish a sequence among them.
The orientations of each section should be read according to the general statements, definitions, and propositions of the system.
GENERAL STATEMENTS IN APPLICATION
The same Function may have different Realizations in an observation without ceasing to exercise the same formal role.
A Realization is not identified with what participates in its exercise. The same participant may take part in different Realizations, and the same Realization may involve different participants.
Distinguishing Realizations does not require isolating them. Distinct Realizations may share what participates in their exercise without their Functions being confused.
The permanence of what participates in an observation does not, by itself, imply permanence of the Functions it exercises nor of the Configuration in which it participates.
Configuration should not be taken as a container or fixed context in which an observation simply inserts itself. It is the dynamic field of possibilities of distinction in which observations are constituted.
Constitution does not designate a stage of observation nor a sequence of application of the Functions. The constitution of one Function does not, by itself, anticipate that of the others (P4).
What occurs in the Constitution of an observation does not correspond, merely for that reason, to Registration, Analysis, Vinculation, or Effectuation. When aspects of Constitution itself are taken in the observation, however, they may participate in Realizations of these Functions.
Constitution and Qualification are not to be confused. An observation may be constituted without being Determinate, and its Qualification depends on the application of Domain and Interval and on whether or not the Criterion is met.
IDENTIFICATION
1. I1 — RELATION
The application question is:
What is being observed between these Referentials?
In I1, the Relation may initially be formulated in condensed form and be revised in the course of the constitution of the observation.
Enumerating Referentials is not enough to formulate I1. The same Referentials may integrate observations of different Relations, and the formulation of the Relation may be refined as new distinctions are constituted in the observation.
A formulation such as “A → B” does not, by itself, make explicit the observed Relation. The arrow may correspond to dependence, transformation, influence, sequence, transmission, correlation, or other Relations. The formulation must make it possible to recognize what is being observed between A and B.
2. I2 — REFERENTIAL
The application question is:
Which Referentials frame this observed Relation?
In I2, the Referentials whose distinction is necessary to frame the observed Relation should be made explicit. A Relation may be framed by two Referentials without this imposing binarity on the Relation.
A Referential is identifiable only in the Configuration in which it is constituted (P2). This identifiability does not require that it be previously isolated, decomposed into smaller units, or exhaustively described.
Since what is taken as Relation or Referential is relative to the constitution of the observation (P3), a Relation already observed may serve as a Referential to another observation (P12).
For this reason, the formulation of the Referential in I2 must be semantically self-sufficient in the current observation, even if its provenance in another observation remains recognizable.
DELIMITATION
3. D1 — DOMAIN
The application question is:
In what may this Relation be observed?
A disciplinary name, a general theme, or the setting of a case may indicate the context without, for that reason, corresponding to the Domain of the observation.
The breadth of the Domain must correspond to what is necessary for the Relation to be observable.
For the Domain to apply to an observation, the Relation must be able to be observed in it. A Domain may be adequately formulated and, even so, not apply to the observation in question.
The Domain may be a physical space, a procedure, a formal system, a textual corpus, an institutional practice, or an operational execution, among others.
4. D2 — INTERVAL
The application question is:
Along what aspects may this observation be followed?
The Interval is not restricted to temporal form. An observation may be followed along aspects related to sequence, confrontation, variation, dependence, trajectory, cycle, order of access, search path, resolution, window, horizon, or set of simulations, among others.
For the Interval to apply to an observation, it must be possible to follow it along the aspects indicated by its formulation. An Interval may be adequately formulated and, even so, not apply to the observation in question.
In application, it may be necessary to make explicit along what aspects the observation is followed, in what manner this following occurs, and by what markers it may be recognized. The same observation may be followed simultaneously along distinct aspects, such as time, position, executions, or parameters. Instants, stages, versions, regions, or cycles may function as markers of this following.
In some cases, the following may fall precisely upon permanence or recurrence.
What is followed may be accessed, reconstructed, presented, or executed in an order different from that in which it occurred. The order of access or presentation does not, by itself, establish the Interval of the observation.
The Interval may be discrete or continuous, finite or open. When temporal, it is not reduced to duration nor to chronology, since the same period may encompass distinct forms of following.
5. D3 — CRITERION
The application question is:
By what may this observation be taken as sufficient?
The Criterion may assume quantitative, formal, interpretive, procedural, or classificatory forms, among others. According to its formulation, its fulfillment may be traceable, identifiable, measurable, verifiable, locatable, or calculable.
The formulation of the Criterion must make it possible to distinguish its fulfillment from its non-fulfillment. In some cases, this distinction follows directly from the formulation itself. In others, it must be established by cutoff, margin, tolerance, range, degree of correspondence, or combination of more than one requirement.
A Criterion may gather distinct requirements without each of them thereby constituting a separate Criterion.
QUALIFICATION
6. Q1 — INAPPLICABLE
The application question is:
What does not apply to this observation: the Domain, the Interval, or both?
Q1 occurs when D1, D2, or both do not apply to the observation. In application, it is useful to make explicit which of these situations occurs.
Inapplicable is not equivalent to the nullity of the observation nor of the Relation (P6), and does not occupy a necessary position prior to Indeterminate or Determinate (P5).
The Qualification of an observation as Inapplicable and its Consideration do not necessarily imply one another (P9).
7. Q2 — INDETERMINATE
The application question is:
When Domain and Interval apply to the observation, is the Criterion met?
Q2 occurs when D1 and D2 apply to the observation, but D3 is not met. In application, it is useful to make explicit in what the non-fulfillment of the Criterion consists.
Indeterminate does not imply failure of the observation nor of the Relation (P7), and does not occupy a necessary position between Inapplicable and Determinate (P5).
The Qualification of an observation as Indeterminate and its Consideration do not necessarily imply one another (P9).
8. Q3 — DETERMINATE
The application question is:
When Domain and Interval apply to the observation, by what is the Criterion met?
Q3 occurs when D1 and D2 apply to the observation and D3 is met. In application, it is useful to make explicit in what this fulfillment consists.
Determinate is not necessary to every observation (P8) and does not occupy a necessary position posterior to Inapplicable or Indeterminate (P5).
The Qualification of an observation as Determinate and its Consideration do not necessarily imply one another (P9).
CONSIDERATION
A Function of Consideration may have different Realizations in the same observation, comprising distinct aspects of it. Registration, Analysis, Vinculation, and Effectuation may be realized simultaneously, without constituting necessary stages of one another (P10).
9. C1 — REGISTRATION
The application question is:
What aspects of this observation are inscribed, and in what manner?
Registration may comprise different aspects of the observation at different degrees of aggregation. Values, occurrences, differences, classifications, patterns, distributions, formulations, states, changes, or results may be inscribed in distinct manners, in series, maps, tables, rules, schemes, minutes, logs, versions, images, or other forms.
In thematic mapping, for example, categories assigned to passages, patterns of distribution in the corpus, and the markings through which that distribution is registered may be registered. In an experimental observation, measurements, series of results, or states along executions may be registered. When the Relation is observed at a greater degree of aggregation, Registration may comprise expressions, rules, schemes, classes, or patterns without requiring their decomposition into elementary occurrences.
Realizations of Registration may occur simultaneously with those of Analysis, Vinculation, or Effectuation (P10). What is registered may also be altered from what occurs in these Functions.
10. C2 — ANALYSIS
The application question is:
What aspects of this observation are appraised, and in what manners?
Different aspects of an observation may be appraised in different manners. A difference may be appraised as relevant or trivial, a pattern as stable or fragile, a dependence as strong or limited, a result as expected or problematic. Interpretation, comparison, and classification may participate in this appraisal without exhausting it.
Analysis does not consist in merely restating the observed Relation. If I1 establishes a difference between A and B, repeating that A and B differ does not yet correspond to the appraisal of that difference.
Realizations of Analysis may occur simultaneously with those of Registration, Vinculation, or Effectuation (P10). Analysis may be resumed from what occurs in these Functions.
Analysis is not to be confused with the Criterion nor with Qualification. An observation may meet the Criterion and still receive distinct appraisals regarding relevance, stability, fragility, or other characteristics.
11. C3 — VINCULATION
The application question is:
What aspects of this observation are connected to an action or to another observation?
Different aspects of an observation may be connected in distinct manners to actions or to other observations. A difference may be vinculated to revision, a classification to referral, an occurrence to triggering, and a result to another observation, without everything observed having to be vinculated in the same manner.
When Vinculation occurs with an action, this does not imply that the action is effected. A recommendation, revision, interruption, or other referral may remain vinculated to the observation without the corresponding effect being produced.
Realizations of Vinculation may occur simultaneously with those of Registration or Analysis (P10). Vinculation does not presuppose that these Functions have been completed beforehand.
The same observation may comprise different Realizations of Vinculation, connecting distinct aspects to distinct actions or to other observations.
12. C4 — EFFECTUATION
The application question is:
In what effects do aspects of this observation participate?
Different aspects of an observation may participate in the production of distinct effects. A classification may participate in the alteration of an access, an identified difference in an operational change, a result in the modification of a distribution, and an occurrence in the interruption of a procedure.
Effectuation is not restricted to change. Maintenance, preservation, stabilization, continuity, blocking, or restriction may also constitute effects in whose production aspects of the observation participate.
The same observation may participate in the production of effects at different degrees of aggregation, together with other observations, actions, rules, processes, or occurrences. This participation does not imply that the effect follows exclusively from the observation.
Realizations of Effectuation may occur simultaneously with those of Registration, Analysis, or Vinculation (P10).
MODULATION
In Divergence and Convergence, difference or common need not be previously constituted as such in the observation that unfolds (P11).
Distribution and Concentration describe unfoldings between observations of different degrees of aggregation, without presupposing that lesser and greater aggregation necessarily correspond to previously constituted parts and wholes.
13. M1 — DIVERGENCE
The application question is:
What difference unfolds into another observation?
Divergence does not require that the difference be previously constituted as such in the observation that unfolds (P11).
In application, the constitution of this difference need not be restricted to what is already constituted in this observation. Aspects of the observation itself, of other observations, or of something that is not, by itself, constituted as an observed Relation or Referential may participate in this constitution.
14. M2 — CONVERGENCE
The application question is:
What common unfolds into another observation?
Convergence does not require that the common be previously constituted as such in the observation that unfolds (P11).
In application, the constitution of this common need not be restricted to what is already constituted in this observation. Aspects of the observation itself, of other observations, or of something that is not, by itself, constituted as an observed Relation or Referential may participate in this constitution.
15. M3 — DISTRIBUTION
The application question is:
What from this observation unfolds, and how, into another of lesser aggregation?
Lesser aggregation does not require that what comes to be observed had already been constituted as part of what was observed previously.
Distribution does not imply reversibility nor necessary correspondence with a Concentration.
16. M4 — CONCENTRATION
The application question is:
What from this observation unfolds, and how, into another of greater aggregation?
Greater aggregation does not require that what comes to be observed correspond to the recomposition of a previously constituted whole.
Concentration does not imply reversibility nor necessary correspondence with a Distribution.
ARTICULATION BETWEEN OBSERVATIONS
Observations may be articulated in different manners without this articulation implying preservation of what is constituted in them.
A Relation already observed may serve as a Referential to another observation (P12). Its provenance may remain recognizable without the manner in which it had previously been constituted establishing its role in the new observation.
Vinculation between observations, Modulation, and the constitution of an already observed Relation as a Referential are distinct occurrences. They may be multiple and simultaneous in the same observation (P13), without any one of them implying, by itself, the others.
The Qualification of one observation does not, by itself, imply that of another (P14). An Inapplicable, Indeterminate, or Determinate observation may participate in another observation without the latter thereby receiving the same Qualification.
More generally, what is constituted in one observation integrates the Configuration without its status extending, by itself, to another observation (P15). This non-extension does not prevent what has been constituted from participating in the constitution of other observations.
NOTAÇÃO DE GRAFOS
INTRODUÇÃO
Esta notação representa em grafos observações constituídas segundo o sistema Coerência Integral.
1. FORMA DO GRAFO
Na notação, cada observação é representada por um nó com identificador único On, em que n é um número inteiro positivo.
Os identificadores dos nós seguem sequência crescente contínua, iniciada em O1 e incrementada de uma unidade a cada novo nó.
Após inserções, exclusões, reorganizações ou qualquer alteração de identificador, os nós devem ser renumerados para restabelecer essa sequência, com atualização de todas as ocorrências correspondentes no grafo.
O título é uma designação breve da observação representada e aparece com o identificador no cabeçalho do nó:
On — título breve
Os campos aparecem abaixo do cabeçalho na seguinte forma:
I1: formulação condensada da Relação observada I2: referenciais D1: domínio D2: intervalo D3: critério Q: Q1 | Q2 | Q3 C1: aspectos inscritos C2: aspectos apreciados C3: aspectos vinculados a ações C4: aspectos participantes de efeitos C3->: On complemento C3<-: On complemento M->: MnOn complemento M<-: MnOn complemento
As expressões apresentadas após os rótulos neste molde indicam a forma esperada do conteúdo de cada campo e não fazem parte do grafo produzido.
Campo é uma posição prevista pela notação para representar o conteúdo correspondente no nó.
Rótulo é a marca fixa que identifica um campo, como I1:, D3: ou C3->:.
Conteúdo é o que aparece após o rótulo no grafo produzido.
Item é cada formulação distinta contida em um campo.
Em C1–C4, cada item corresponde a uma Realização distinta da Função indicada pelo campo.
Quando presente, cada campo ocupa uma única linha no nó e seu rótulo aparece uma única vez.
I1, I2, D1, D2, D3 e Q permanecem visíveis mesmo quando não há conteúdo; nesse caso, nada é colocado após o rótulo.
C1, C2, C3, C4, C3->, C3<-, M-> e M<- aparecem somente quando houver conteúdo a representar. A ausência desses campos indica apenas que não há conteúdo correspondente representado no nó.
Exatamente uma linha vazia separa dois nós.
Em P12, o identificador On é colocado antes da formulação do Referencial em I2 quando esse Referencial retoma uma Relação já observada no nó indicado.
On indica em qual observação a Relação retomada foi observada.
A formulação que vem após On é o Referencial da observação atual e deve ter significado autossuficiente, mesmo se On for retirado.
Em Q, a Qualificação pode ser seguida de um complemento quando sua base não estiver suficientemente reconhecível pelos demais campos do nó.
Em Q1, D1 e D2 indicam o que não se aplica à observação:
Q: Q1 D1 Q: Q1 D2 Q: Q1 D1, D2
Quando a razão dessa não aplicação não estiver suficientemente reconhecível pela formulação dos campos correspondentes, acrescenta-se um complemento que a torne explícita:
Q: Q1 D1 complemento Q: Q1 D2 complemento Q: Q1 D1, D2 complemento
Em Q2, acrescenta-se complemento quando o não atendimento do Critério não estiver suficientemente reconhecível pela formulação de D3 e pelo conteúdo representado no nó:
Q: Q2 complemento
Em Q3, acrescenta-se complemento quando o atendimento do Critério não estiver suficientemente reconhecível pela formulação de D3 e pelo conteúdo representado no nó:
Q: Q3 complemento
Quando a base da Qualificação já estiver suficientemente reconhecível no nó, o complemento é omitido.
O complemento formula apenas o necessário para tornar reconhecível a base da Qualificação e não constitui, por si, uma Realização de Análise.
Os conteúdos de C1–C4 dizem respeito a aspectos da observação representada no nó. Produzir, preencher, revisar ou alterar o grafo não fornece, por esse fato, conteúdo para esses campos. Essas operações só fornecem conteúdo a C1–C4 quando integram uma Realização da respectiva Função na observação representada.
2. LINGUAGEM DA NOTAÇÃO
Cada item é formulado de modo compacto, não como explicação em prosa.
Pode conter verbo quando necessário, mas não se organiza como período de prosa.
Cada item inicia em minúscula, salvo quando sua própria forma requer maiúscula, como em nomes próprios, siglas, símbolos ou fórmulas.
Ponto final não é usado para encerrar itens nem para formar períodos dentro do campo. Só aparece quando integra inequivocamente uma forma convencional ou técnica.
O item não repete nem parafraseia definições do CI quando isso apenas reproduz o que a própria notação já indica.
A compactação não transforma o item em uma lista de palavras-chave. A formulação preserva as distinções e a organização necessárias entre seus elementos. Repetições são mantidas quando evitam ambiguidade.
Dois-pontos separam rótulo e conteúdo. Dentro do conteúdo do campo, só aparecem quando integram inequivocamente uma forma convencional ou técnica, como horário, proporção, código ou outra notação.
Ponto e vírgula separa itens distintos no mesmo campo.
Vírgula é usada somente dentro de um mesmo item, quando necessária à sua estrutura sintática ou quando prevista por uma convenção da própria notação, como em Q1 D1, D2. Não separa itens distintos no campo nem substitui, fora dessas convenções, formulações que precisem permanecer explícitas.
Outros sinais só são usados quando seu emprego já é convencionalmente estabelecido, quando integram inequivocamente uma forma convencional ou técnica ou quando pertencem à própria notação. Não são usados para atribuir localmente um sentido que não esteja estabelecido nem para substituir aquilo que precisa ser formulado explicitamente.
3. LIGAÇÕES ENTRE NÓS
C3 recebe Vinculações a ações.
Vinculações de uma observação a outra são representadas por C3-> e C3<-, que correspondem às duas pontas da mesma ligação:
C3->: O2 complemento C3<-: O1 complemento
C3, C3-> e C3<- são posições gráficas destinadas a representar Realizações de Vinculação.
Modulações são representadas por M-> e M<-, que correspondem às duas pontas da mesma ligação:
M->: M3O2 complemento M<-: M3O1 complemento
A direção da ligação é indicada pelas setas, independentemente da ordem em que os nós aparecem no grafo.
Em cada ponta, On identifica o nó da outra ponta.
Em MnOn, Mn identifica a Modulação representada.
Nas ligações entre nós, complemento é o conteúdo opcional que aparece após On em C3-> e C3<-, ou após MnOn em M-> e M<-.
Toda ligação entre nós deve apresentar as duas pontas correspondentes.
Em Modulação, o mesmo Mn é mantido nas duas pontas.
Quando houver complemento, ele é idêntico nas duas pontas. Quando não houver, é omitido nas duas pontas.
Quando houver mais de uma ligação no mesmo campo, cada ligação constitui um item distinto e os itens são separados por ponto e vírgula.
Em C3-> e C3<-, cada item corresponde a uma Vinculação distinta entre observações. Em M-> e M<-, cada item corresponde a uma Modulação distinta.
Em M1 e M2, a representação da Modulação não exige que a diferença ou o comum estejam previamente representados como tais no nó do qual a outra observação se desdobra (P11).
Em M3 e M4, a representação da Modulação não exige que menor e maior agregação estejam previamente representadas como partes e todos.
A correspondência gráfica das duas pontas não valida, por si, a Vinculação ou a Modulação representada.
GRAPH NOTATION
INTRODUCTION
This notation represents in graphs observations constituted according to the Integral Coherence system.
1. GRAPH FORM
In the notation, each observation is represented by a node with a unique identifier On, where n is a positive integer.
Node identifiers follow a continuous increasing sequence, beginning with O1 and incremented by one for each new node.
After insertions, deletions, reorganizations, or any change of identifier, the nodes must be renumbered to reestablish this sequence, with all corresponding occurrences in the graph updated.
The title is a brief designation of the represented observation and appears with the identifier in the node header:
On — brief title
The fields appear below the header in the following form:
I1: condensed formulation of the observed Relation I2: referentials D1: domain D2: interval D3: criterion Q: Q1 | Q2 | Q3 C1: inscribed aspects C2: appraised aspects C3: aspects vinculated to actions C4: aspects participating in effects C3->: On complement C3<-: On complement M->: MnOn complement M<-: MnOn complement
The expressions presented after the labels in this template indicate the expected form of the content of each field and are not part of the graph produced.
Field is a position provided by the notation for representing the corresponding content in the node.
Label is the fixed mark that identifies a field, such as I1:, D3:, or C3->:.
Content is what appears after the label in the graph produced.
Item is each distinct formulation contained in a field.
In C1–C4, each item corresponds to a distinct Realization of the Function indicated by the field.
When present, each field occupies a single line in the node and its label appears only once.
I1, I2, D1, D2, D3, and Q remain visible even when there is no content; in that case, nothing is placed after the label.
C1, C2, C3, C4, C3->, C3<-, M->, and M<- appear only when there is content to represent. The absence of these fields indicates only that no corresponding content is represented in the node.
Exactly one blank line separates two nodes.
In P12, the identifier On is placed before the formulation of the Referential in I2 when that Referential takes up a Relation already observed in the indicated node.
On indicates in which observation the Relation taken up was observed.
The formulation that follows On is the Referential of the current observation and must have self-sufficient meaning even if On is removed.
In Q, the Qualification may be followed by a complement when its basis is not sufficiently recognizable from the other fields of the node.
In Q1, D1 and D2 indicate what does not apply to the observation:
Q: Q1 D1 Q: Q1 D2 Q: Q1 D1, D2
When the reason for this non-application is not sufficiently recognizable from the formulation of the corresponding fields, a complement is added to make it explicit:
Q: Q1 D1 complement Q: Q1 D2 complement Q: Q1 D1, D2 complement
In Q2, a complement is added when the non-fulfillment of the Criterion is not sufficiently recognizable from the formulation of D3 and the content represented in the node:
Q: Q2 complement
In Q3, a complement is added when the fulfillment of the Criterion is not sufficiently recognizable from the formulation of D3 and the content represented in the node:
Q: Q3 complement
When the basis of the Qualification is already sufficiently recognizable in the node, the complement is omitted.
The complement formulates only what is necessary to make the basis of the Qualification recognizable and does not, by itself, constitute a Realization of Analysis.
The contents of C1–C4 concern aspects of the observation represented in the node. Producing, filling, revising, or altering the graph does not, by that fact, provide content for these fields. These operations provide content to C1–C4 only when they integrate a Realization of the respective Function in the represented observation.
2. LANGUAGE OF THE NOTATION
Each item is formulated compactly, not as an explanation in prose.
It may contain a verb when necessary, but is not organized as a prose sentence.
Each item begins with a lowercase letter, except when its own form requires uppercase, as in proper names, acronyms, symbols, or formulas.
A period is not used to end items or to form sentences within the field. It appears only when it unequivocally integrates a conventional or technical form.
The item does not repeat or paraphrase CI definitions when doing so would merely reproduce what the notation itself already indicates.
Compactness does not transform the item into a list of keywords. The formulation preserves the necessary distinctions and organization among its elements. Repetitions are maintained when they prevent ambiguity.
A colon separates label and content. Within the content of the field, it appears only when it unequivocally integrates a conventional or technical form, such as time, proportion, code, or another notation.
A semicolon separates distinct items within the same field.
A comma is used only within the same item, when necessary to its syntactic structure or when provided by a convention of the notation itself, as in Q1 D1, D2. It does not separate distinct items in the field, nor replace, outside these conventions, formulations that need to remain explicit.
Other signs are used only when their use is already conventionally established, when they unequivocally integrate a conventional or technical form, or when they belong to the notation itself. They are not used to assign locally a meaning that is not established or to replace what needs to be formulated explicitly.
3. LINKS BETWEEN NODES
C3 receives Vinculations to actions.
Vinculations from one observation to another are represented by C3-> and C3<-, which correspond to the two endpoints of the same link:
C3->: O2 complement C3<-: O1 complement
C3, C3->, and C3<- are graphical positions intended to represent Realizations of Vinculation.
Modulations are represented by M-> and M<-, which correspond to the two endpoints of the same link:
M->: M3O2 complement M<-: M3O1 complement
The direction of the link is indicated by the arrows, independently of the order in which the nodes appear in the graph.
At each endpoint, On identifies the node at the other endpoint.
In MnOn, Mn identifies the represented Modulation.
In links between nodes, complement is the optional content that appears after On in C3-> and C3<-, or after MnOn in M-> and M<-.
Every link between nodes must present the two corresponding endpoints.
In Modulation, the same Mn is maintained at both endpoints.
When there is a complement, it is identical at both endpoints. When there is none, it is omitted at both endpoints.
When there is more than one link in the same field, each link constitutes a distinct item and the items are separated by a semicolon.
In C3-> and C3<-, each item corresponds to a distinct Vinculation between observations. In M-> and M<-, each item corresponds to a distinct Modulation.
In M1 and M2, the representation of the Modulation does not require that the difference or common be previously represented as such in the node from which the other observation unfolds (P11).
In M3 and M4, the representation of the Modulation does not require that lesser and greater aggregation be previously represented as parts and wholes.
The graphical correspondence of the two endpoints does not, by itself, validate the represented Vinculation or Modulation.
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Publicado abertamente sob CC BY-NC-ND 4.0.

Openly published under CC BY-NC-ND 4.0.

Uma implementação do sistema como processo deliberativo estruturado.

An implementation of the system as a structured deliberative process.

·
LLM 1Desdobra o prompt em dimensões e pontua as observações contidas nos grafos.
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MotorForma percursos intragrafo a partir das pontuações e adjacências.
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LLM 2Produz resposta orientada pelo prompt, pontuações e percursos.
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LLM 1Unfolds the prompt into dimensions and scores the observations contained in the graphs.
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EngineForms intragraph paths from scores and adjacencies.
·
LLM 2Produces a response guided by the prompt, scores, and paths.
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ConhecimentoOrientação sob informação limitada: base usada, lacunas, conjecturas e revisão posterior.
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ÉticaEfeitos distribuídos em decisões: peso decisório, compensação, correção e memória.
·
IntegraçãoContinuidade de cursos de ação: manutenção, alteração, ruptura, projeção e reformulação.
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KnowledgeGuidance under limited information: basis used, gaps, conjectures, and later revision.
·
EthicsDistributed effects in decisions: decision weight, compensation, correction, and memory.
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IntegrationContinuity of courses of action: maintenance, alteration, break, projection, and reformulation.
Python ≥ 3.10
Python ≥ 3.10

Uso não-comercial permitido. Uso comercial, redistribuição e oferta como serviço são proibidos sem autorização prévia.

Non-commercial use permitted. Commercial use, redistribution, and offering as a service are prohibited without prior authorization.